quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O mundo mudou

Um beijo doce já não tem a doçura de outrora. 
Um abraço já não aquece como aquecia. 
Saber que tenho razão não me alegra, antes entristece e deprime. 
Ser responsável já não significa ter responsabilidade. 

Os pequenos-almoços do Porto Palácio já não são o que eram...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Conheci uma rapariga da Moita

Nada de jeito se pode esperar de um post que começa com: "Conheci uma rapariga da Moita", certo? Ceeeeerto!


Sandra era moçoila casadoira, pelos seus 32 anos e vontade de arranjar marido a qualquer custo.
Queria a Sandra marido casadoiro também e tinha que ter um grande... dote.

Pediu-me amizade no facebook, recusei porque não a conheço. Quis seguir-me no instagram, recusei porque não a conheço. Mandou-me email para o email do trabalho (ainda hoje não sei como o conseguiu), não respondi.

Cruzei-me com ela num bar, pagou-me um whiskey. Por carência ou necessidade, dei-lhe conversa. Ao fim de mais uns copos "convidou-se" para a minha casa.

A meio da noite tórrida de fazer o amor, lá pelas 4 da manhã, solta um sonoro "sou uma mula! aaaaai que grande mula que sou! uuuuuuuii"

Não me aguentei, ri-me como se não houvesse amanhã!

Tive de lhe dizer: "pensava que a Moita era terra taurina, não mulina".

Escusado será dizer que saiu correndo, até hoje não sei nada dela... se realmente for uma mula não terá ido longe, elas andam devagar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Lucinda e os asteróides

Tive uma empregada doméstica que se chamava Lucinda.
Durou 2 dias mas deixou-me uma pérola preciosa:

Estava eu a refastelar-me com asinhas de frango e uma coca-cola (diet) de 1 litro enquanto via algo no Netflix (a minha própria versão de Netflix & Chill...)



Entra Lucinda, olha para as asinhas e solta um "tss, tss..."
Solteiro - Que foi, Lucinda? Quer uma asinha?
Lucinda - Não é nada menino Solteiro. NEM PENSARRRRR!!! CAREDO!
Solteiro - (!?!?!)
Lucinda - então o menino não viu aquela reportagem? Diz que os frangos estão cheios de asteróides? E é pelas asas que lhos injectam!


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mão alheia...

A propósito do episódio relatado pela querida SCI, recordo um semelhante que aconteceu há anos, era Solteiro um proeminente e já na altura promissor empregado numa multinacional Alemã.

Cenário: edifício de escritórios na EXPO.



Solteiro acaba de almoçar. Deleitado, dirige-se ao WC comum ao departamento para "por a leitura em dia".

Entro no WC. Colegas do departamento financeiro a escovar os dentes.
Tradicional saudação "para o ar":

- Boa tarde...
- Boa tarde Solteiro!

Entro no meu cubículo. Jornal "A bola" debaixo do braço.
Sabem aqueles cubículos que dão imensa privacidade? Era precisamente isso que eu não tinha ali.
Chego ao WC, sento-me.

Oiço uma voz no cubículo do lado:
- Solteiro? És tu?

O meu chefe tinha-me visto através da frecha inferior, pelo espelhado do chão (raisparta a empregada da limpeza!) e estava aflito...

Eu, quase em surdina:
- Eeer... sim?!?

Chefe aos gritos do outro cubículo:
- ÉS TU OU NÃO? TENS PASTILHAS?
ORIENTA-ME LÁ UMA QUE TOU COM OS OUVIDOS TAPADOS DE FAZER FORÇA! NÃO OIÇO NADA...

Neste momento sonhei ser uma personagem do Harry Potter para me poder descarregar dali para fora.



Uma mão assustadoramente peluda emerge junto ao chão:
-VÁ PÁ! ORIENTA LÁ UMA PASTILHA.

Ainda a tremer do susto e da vergonha, remexi no bolso e lá encontrei uma Trident. Como não lhe queria tocar nas mãos (imagem mental de Solteiro e seu chefe de mãos dadas no WC), atirei a pastilha.

Má ideia... Ele não a apanhou e andou a esgravatar por ali à procura dela.
Eu, num acto de misericórdia, tive de a chutar com o pé para junto dele.

Pessoal que estava do lado de fora a rir sem qualquer pudor.
Solteiro sai com uma lágrima no canto do olho.

Cheguei ao meu gabinete, um sortido com pelo menos umas 20 pastilhas elásticas esperavam na minha secretária, junto com um rolo de papel higiénico.