quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Ovinho Kinder

Algo vai mal naquele país de 3º mundo com muito dinheiro que se safa com praticamente qualquer coisa país líder do mundo livre quando isto é proibido por poder matar uma criança:


É um direito constitucional o de poder comprar em qualquer loja/supermercado/loja do chinês/sex shop, isto:



Porém não é um direito constitucional nem sequer uma questão de mentalidade o livre acesso a isto:

Tudo isso a propósito de mais um destes:


Em suma: 







terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

BdC

"Camões, poeta zarolho
fez versos à D. Inês,
Via mais ele com um olho
que tu com todos os três."




P.s.: Não consigo citar a fonte, ouvi num sketch do Nelo e Idália.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Eu bem tento não criticar mas é mais forte que eu

A nossa virgem-quase-quase-virgem-mas-que-já-não-é-mas-só-um-bocadinho continua por terras madeirenses e brinda-nos com pérolas ao nível de uma Lili Caneças ou de um Carlos Castro (que ambos descansem em paz) e eu bem tento mas ou bem que desabafo por aqui ou bem que sou obrigado a ir comprar o livro dela e, para isso, preferia arrancar o'zolhos com uma colher ferrugenta.

Ora contemplemos as pérolas desta escritora consagrada que já lançou 2 livros:


"Amo escrever como amo respirar até porque quando deixar de respirar não vou estar mais aqui"
Vejo esta frase como uma versão gourmet da famosa frase de Lili Caneças. 
Assim uma espécie de Bacalhau à Brás feito pela Justa Nobre.



"Na minha bagagem de 20 quilos, vinham mais uns tantos dentro do meu peito"
Isso não é poético, são as mamas de silicone que te ofereceu o Pedro Rebelo, filha.



"Despedi-me do meu trabalho onde estava já à 6 anos efectiva"
Alguém diga "há" autora de seus livros que não é "à", é "há". 
Sei que a diferença entre uma preposição e um verbo só se devem aprender na 3ª classe por isso ela nesta tem desculpa. Ao menos o acento está correcto.



"Afinal de contas tinha chegado à poucos dias a esta ilha lindíssima e estava com sintomas de TPM sem estar na altura certa? Não podia ser..." 
Pois... da última vez que provei, as bananas da madeira não continham sémen. Acho que ela andou a brincar com um madeirense e não s'alembra. Deve ser da poncha.
P.S.: Alguém diga "há" autora de seus livros que não é "à", é "há". 



"Eu não apanhei Natal nem Ano Novo na Ilha, mas tive a sorte de ainda puder apanhar as iluminações de Natal" 
Alguém diga "há" autora de seus livros que não é "puder",  é "poder".
Sei que a diferença ente o infinitivo de um verbo e a sua conjugação no futuro do conjuntivo é complicada confusa para génios ok, esqueçam. Desisto. Não lhe digam nada.

Parei de ler neste parágrafo. O meu olho esquerdo sangrava e o meu olho direito ficou estrábico. Vou agora a caminho da CUF descobertas e tentar resolver este dilema. 


Será que têm algo com que me possam agredir violentamente na nuca e causar amnésia de, digamos, os últimos 30 minutos da minha vida? 



Se alguém aguentar ler aquilo até ao fim, que s'acuse sff.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Azia do dia

Não vou falar do seguinte:

• Super Nanny no seu programa controverso
• Bruno de Carvalho no balneário agarrado ao caneco
• Luis Filipe Vieira e o escândalo mais recente do não-sei-quê
• As unhas da Maya


Venho falar-vos deste leitãozinho privilegiado que está a ser educado de forma a que fique gravado na sua personalidade que os seus interesses são mais importantes que os demais, o respeito pela liberdade dos outros irrelevante, o que a figura da autoridade diz não se escreve e que se não lhe dão o que quer, toda a gente deve deixar barcos e remos para acudir ao 3.º porquinho que vive na sua casa de tijolos, porém, não insonorizada.

Vi esta reportagem da SIC e a forma como os pais estão a educar o querido filho:


http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-01-27-Pianista-premiado-de-11-anos-multado-por-excesso-de-ruido 
E alguém entrevistou a maquiavélica da vizinha, antes de fazer todo este ruído nas redes sociais?
Será que a mulher não tem direito à sua versão da história? Porque raio é que um miúdo mimado por uma soccer-mommy tem tanta visibilidade?

Lamento mas esta atitude deixa-me irritado e isso, parecendo que não, irrita!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Uma louca na mesa, uma lady na cama

Funchal, Dezembro.
Chuva e frio e eu mais uma série de passageiros ficámos retidos na ilha por uma noite extra.

Regresso ao meu hotel num taxi partilhado com alguns passageiros e foi aí conheci Clementina (não a fruta, essa já conheço há muitos anos).

Combinámos jantar juntos uma vez que ambos tínhamos ficado sem voo.
Encontrámo-nos no bar do hotel onde ficámos hospedados e Clementina devora os amendoins mais rápido que eu consegui dizer "poncha de maracujá".



Alguns pedaços de amendoim ficaram no seu generoso decote. Ela não se apercebeu e eu tive vergonha de dizer algo.
Se a Madeira tivesse macacos à solta ela estaria em risco, mas como o risco era mínimo eu decidi calar-me e não agoirar a coisa.

Pensei cá para comigo:
- Isto é normal, a rapariga tem fome porque foram muitas horas no aeroporto. Comeu depressa demais e nem se deu conta. 

Vem o jantar, espetadas da Madeira.
Clementina fita-me nos olhos enquanto rumina uma fatia de ananás. Foi das coisas mais inquietantes que já presenciei até hoje.
Depois tenta brincar de forma provocante com o pau de loureiro em que vêm as espetadas mas picou-se e soltou um "fod@-se!!".



O jantar prosseguiu com Clementina devorando em segundos praticamente tudo o que nos punham na mesa sem hesitação e, quase juro que vi ainda roubou algumas couverts da mesa do lado quando o casal de Holandeses reformados não estava a olhar.

Depois disto eu já devia saber que devia ter desistido, confiado no meu instinto e regressado sozinho ao quarto, mas nãããããão! Parvo que sou, convidei-a a subir.

Ela insiste em despir-me e a cada peça de roupa que me tirava, pedia "com licença". Depois dobrava a roupa de forma impecável e perfeitamente alinhada no roupeiro.
Eu tinha casaco, gravata, camisa, calças, boxers, meias, cinto e sapatos. Já estão a imaginar quanto tempo isto durou!!!



Então eu (parvo que sou) tentei despi-la. Tirei-lhe o vestido e joguei-o para o chão.
- Nãnãnã... então a mamã do menino não ensinou ao menino boas maneiras?
- O que??? Olha lá, estamos aqui para f"der ou para um workshop de etiqueta com a Paula Bobonne?



Clementina dobra cuidadosamente o vestido. Depois veste-o.



Agarra num pacotinho de gomas do mini-bar, sai porta fora e do corredor atira um:
- O menino devia ter maneiras. Agora já não come mais nada hoje! 
- Pelos vistos tu sim! Ainda bem, com o que enfardaste ao jantar ainda me passavas colesterol alto.
- Não me trate por tu que não comemos do mesmo prato! 


Fechei a porta, não tenho pachorra para isto.

Passado cerca de uma hora ouvi leves pancadas na porta.
Devia ser a Clementina. Provavelmente vinha buscar as latas de frutos secos do mini-bar. 

Eu, parvo-que-não-sou, já não abri.