Uma vida que mudou radicalmente, agitada, ocupada, muitas vezes louca. Estes são os relatos de um tipo que apesar de bem sucedido, lindo e charmoso, é solteiro! E a quem tudo lhe acontece...
Não são poucas as vezes que sinto o frio no esterno. As mãos gelam ao mesmo tempo. As pernas fraquejam e o pensamento desacelera.
Quem sofre de Pure-O sabe bem do que falo. Quem vive uma vida de sucesso e numa dualidade um pesadelo acordado por recear ser pouco, ser menos, perder tudo.
Por mais irracionais que sejam os pensamentos, eles vêm e têm que ser aceites. Não podem ser rejeitados e não podem ser combatidos. Devem ser recebidos com um "és apenas um pensamento - não és real" e deixá-los fluir até que se diluam.
Depois de passar mais uma crise no passado domingo, as cicatrizes emocionais perduram por mais uns dias. Até que passam e volta a vida à normalidade.
Enquanto isso não acontece, este é o meu mantra. Esta música lembra-me que há tanta gente com graves problemas que eu até me sinto egoísta por ficar deprimido com os meus.
De uma coisa me orgulho, no entanto: nunca perco o sentido de humor. Jamais!
A propósito de um post da querida Uva, lembrei-me de um tema em que penso frequentemente e que na realidade me assusta:
Isto aproxima-nos de quem está longe mas afasta-nos de quem está perto.
É uma grande verdade que, como viajante frequente, com um smartphone e as redes sociais, consigo estar com a minha família sem fisicamente estar com eles. Por outro lado, quando estamos juntos; estamos mais distantes que nunca.
Das coisas que mais detesto é estar com amigos e/ou família e ver toda a gente agarradinha ao seu smart-coiso, alheando-se da realidade real para entrar numa realidade virtual onde no meio de tanto ruído, há mais silêncio que nunca. Para onde caminhamos, senhores?
Estou cansado, tive um dia de cão e falta-me a inspiração para escrever mais.
Porém, todavia, contudo, acho que percebem a ideia.
Numa romaria de Verão, ouvi esta pérola que já não ouvia há bastante tempo (falha minha, ainda mais sendo um nómada...)
Nestas romarias, ao primeiro acorde, todo o meu povo agarra a febra mais próxima, unhas cravadas nas borregas uns dos outros e toca a girar pelo pátio com um sorriso nos lábios.
É nesta altura normalmente que o vosso Solteiro se esconde - fruto de ter dois pés esquerdos e de ter demasiadas borregas para agarrar.
Ouvindo esta canção já com uma taxa de alcoolémia acima do permitido por lei, prestei atenção e percebo que isto é um aviso urgente do estilo "vais ser encornado não tarda" e ninguém parece levar isto a sério!!! Ora vamos lá analisar isto do ponto de visto escatológico:
O Burrito Fernando Correia Marques
Nao tenho carro não sei conduzir, não sei conduzir, não sei não senhor Começa bem... apresenta-se como um pé-rapado de QI inferior a 50 que nem a carta de condução consegue tirar. tenho um burrito que leva lá, que me leva a ver o meu amor Ora, não é propriamente o meio de transporte de eleição do homem apaixonado, mas vamos deixar passar.
montado nele vou a assobiar, vou a assobiar a minha canção A falta de viatura não deveria significar a falta de um rádio portátil ou um MP3. Assobiar em demasia faz dor de cabeça e tira o fôlego - elementos essenciais à prática do amor. pego na miuda vamos namorar, vamos namorar ora pois então, o meu burrito lá fica a guardar vigiando essa paixão Primeiro: deve chegar atrasadíssimo e ela já está com a telha; Segundo: virá com enxaqueca e sem fôlego; Terceiro: e o cheiro, senhores???? as moscas???? quão asseado é o burrito????; Último: já tinha ouvido falar de zoofilia mas de burros voyeurs é a primeira vez - pelo menos os de 4 patas.
E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor me eu pego no burrito là vou eu Uma vez mais, ou se levanta às 4 da madrugada ou chega tarde e más horas; e toda a gente sabe que quem não aparece, esquece. Daí ao chico da fazenda se começar a fazer à entremeada é um pulinho.
burrito,ai ai burrito ai ai burrito ai ai Ai ai ai diz e com razão, que isso não deve fazer nenhum bem ao cóccix.
não tenho carta ai de condução, ai de condução quero là saber Nenhuma mulher quer um homem desinteressado no seu desenvolvimento pessoal... pelo menos sempre mo disse a minha avó.
o meu burrito anda devagar, anda devagar como a gente quer Nem sempre devagar é bom... já dizia o meu avô.
vamos numa boa vamos só os dois, vamos só os dois e a galopar Enquanto vai na boa, está a Maria a galopar no Carlos da mercearia.
e em todo lado há gente a sorrir há gente a sorrir há gente a olhar e em todo lado há gente a pedir para também nele montar Não sei se o Fernando já olhou para debaixo de um burro. Eu já e senti-me emasculado pra caramba. Não admira que toda a gente sorria e peça para montar! Se calhar é por essa razão que a Maria ainda está com o Fernando e ele nem sabe... \ Aliás, será por isso que o burrito fica a olhar quando eles estão na prática do amor?
(até ao fim) E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu E quando quero ver aquele amor meu eu pego no burrito là vou eu burrito,ai ai burrito ai ai burrito ai ai
Agora a sério, alguém que conheça ambos e me diga se ainda estão todos juntos?
O Fernando, a Maria e o burrito.
Nem vou dissertar sobre a moralidade do assunto em epígrafe, do apontar de dedos dos nossos governadores ou dos privilégios de ser VIP. O resto do mundo digital fá-lo-á melhor que eu...
Quero apenas deixar uma ideia brilhante aos organizadores do evento: Se querem mesmo ser exclusivos, para o ano, fretem um avião e façam um rodízio à Brasileira em Auschwitz.