Entro num supermercado num bairro de Bucareste e esta rua em particular é conhecida pela prostituição.
Música que toca dentro do supermercado:
"put it in your hand... kiss it real hard..."
Se isto não é mindfulness na sua plenitude, não sei o que será.
Uma vida que mudou radicalmente, agitada, ocupada, muitas vezes louca. Estes são os relatos de um tipo que apesar de bem sucedido, lindo e charmoso, é solteiro! E a quem tudo lhe acontece...
terça-feira, 17 de outubro de 2017
sábado, 14 de outubro de 2017
Medo
Quando me dou conta, os dentes estão cerrados. Nem me apercebi, mas as mãos estão geladas, tanto que doem. O corpo deixa de responder, os membros paralisam.
O corpo gelado entra em pausa e nem a voz sai.
Na minha cabeça, uma sucessão de pensamentos que se atropelam para tomar o palco no meu cérebro e ser o centro das atenções.
Como viver um pesadelo acordado, de nada adianta afastar os maus pensamentos, ser lógico ou fazer qualquer exercício que seja: na minha cabeça, todos os pensamentos dizem que vou perder tudo. Na minha cabeça, as coisas mais ridículas tomam proporções enormes e uma realidade assustadora.Têm sido assim os meus dias, entre crises de pânico e lidar com sentimentos que magoam, não tenho tempo para desfrutar do que a vida me dá.
Diz a terapeuta que tenho Pure-O: uma condição derivada de um transtorno obsessivo compulsivo que me faz ter pensamentos constantes contrários àquilo que mais desejo: ter amor, ser amado incondicionalmente e não ser magoado.
É precisamente o contrário: sinto medo de todos os homens, sinto medo de que a minha namorada (sim, tenho uma namorada agora) me traia, me minta, me abandone, me magoe para além do que eu já sofri no passado com a C.
É um medo tal que eu me sinto como aqueles veteranos de guerra que mal ouvem um estalo, procuram abrigo ou entram em pânico de tal forma que têm as reações mais inusitadas.
Eu, que sempre lutei com todas as forças face à adversidade, enfrento agora uma doença invisível, incompreendida e incurável. E não sei o que fazer.
Faltam já as forças, apoio-me na família e amigos mas sei que esta condição é devastadora para o doente e todos os que o rodeiam. Falta a paciência e falta conhecimento sobre a doença.
Refugiar-me-ei na escrita, enquanto aguentar.
Algo me diz que este blog verá dias muito sombrios...
O corpo gelado entra em pausa e nem a voz sai.
Na minha cabeça, uma sucessão de pensamentos que se atropelam para tomar o palco no meu cérebro e ser o centro das atenções.
Como viver um pesadelo acordado, de nada adianta afastar os maus pensamentos, ser lógico ou fazer qualquer exercício que seja: na minha cabeça, todos os pensamentos dizem que vou perder tudo. Na minha cabeça, as coisas mais ridículas tomam proporções enormes e uma realidade assustadora.Têm sido assim os meus dias, entre crises de pânico e lidar com sentimentos que magoam, não tenho tempo para desfrutar do que a vida me dá.
Diz a terapeuta que tenho Pure-O: uma condição derivada de um transtorno obsessivo compulsivo que me faz ter pensamentos constantes contrários àquilo que mais desejo: ter amor, ser amado incondicionalmente e não ser magoado.
É precisamente o contrário: sinto medo de todos os homens, sinto medo de que a minha namorada (sim, tenho uma namorada agora) me traia, me minta, me abandone, me magoe para além do que eu já sofri no passado com a C.
É um medo tal que eu me sinto como aqueles veteranos de guerra que mal ouvem um estalo, procuram abrigo ou entram em pânico de tal forma que têm as reações mais inusitadas.
Eu, que sempre lutei com todas as forças face à adversidade, enfrento agora uma doença invisível, incompreendida e incurável. E não sei o que fazer.
Faltam já as forças, apoio-me na família e amigos mas sei que esta condição é devastadora para o doente e todos os que o rodeiam. Falta a paciência e falta conhecimento sobre a doença.
Refugiar-me-ei na escrita, enquanto aguentar.
Algo me diz que este blog verá dias muito sombrios...
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Num starbucks perto de si...
Solteiro aderiu ao trend de um chill no Starbucks.
O Ice Mokka não é assim tão mau, este Starbucks é normalmente calmo e despacho trabalho urgente mais depressa que no escritório.
Hoje, por casualidade, estão 3 pitas (ainda se diz pitas?) no piso superior - o que eu uso como meu espaço zen.
Gritam, tiram selfies, pés na mobília, palavrões... tudo o que decerto os seus paizinhos ricos lhes ensinam em casa.
Sozinhas as 3, transformaram este espaço no mercado de Alenquer. Pelo menos 2 pessoas já lhes pediram para fazer menos barulho, sem sucesso.
Os seguintes pensamentos atravessam a minha mente:
1) Solteiro levanta-se calmamente. Desce as escadas e pede ao barista 3 das bebidas mais quentes que sirvam no Starbucks
2) Solteiro sobe as escadas trazendo consigo as ditas bebidas
3) Solteiro aproxima-se do grupo de feirantes, de forma calma e com uma precisão sniper atira as bebidas à cara das meninas
4) Solteiro diz: agora já têm razões para guincharem que nem porquinhos
5) Solteiro completa com: ah e esqueçam lá as selfies... já ninguém vai gostar de vocês agora!
6) População do Starbucks aplaude de pé a louvável atitude de Solteiro.
(posso precisar de dinheiro para a fiança depois disto)
O Ice Mokka não é assim tão mau, este Starbucks é normalmente calmo e despacho trabalho urgente mais depressa que no escritório.
Hoje, por casualidade, estão 3 pitas (ainda se diz pitas?) no piso superior - o que eu uso como meu espaço zen.
Gritam, tiram selfies, pés na mobília, palavrões... tudo o que decerto os seus paizinhos ricos lhes ensinam em casa.
Sozinhas as 3, transformaram este espaço no mercado de Alenquer. Pelo menos 2 pessoas já lhes pediram para fazer menos barulho, sem sucesso.
Os seguintes pensamentos atravessam a minha mente:
1) Solteiro levanta-se calmamente. Desce as escadas e pede ao barista 3 das bebidas mais quentes que sirvam no Starbucks
2) Solteiro sobe as escadas trazendo consigo as ditas bebidas
3) Solteiro aproxima-se do grupo de feirantes, de forma calma e com uma precisão sniper atira as bebidas à cara das meninas
4) Solteiro diz: agora já têm razões para guincharem que nem porquinhos
5) Solteiro completa com: ah e esqueçam lá as selfies... já ninguém vai gostar de vocês agora!
6) População do Starbucks aplaude de pé a louvável atitude de Solteiro.
(posso precisar de dinheiro para a fiança depois disto)
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Conselhos do Solteiro (V)
Não há forma delicada de dizer isto, portanto cá vai:
FUJAM A 7 PÉS DE UMA PESSOA QUE AINDA USE UMA PULSEIRA "POWER BALANCE"!!!
Cruzei-me com uma senhora já de seus 40 anos no jacuzzi de um hotel (aka cougar espanhola).
Domingo de manhã, eu acabado de aterrar sábado bem tarde e a precisar de relaxar, desci ao SPA para uma sessão de jacuzzi e banho turco, um belo brunch e tarde de preguiça numa cama de hotel que, não sendo minha, é tão familiar como se fosse.
Esperanza era a única pessoa além de mim no jacuzzi, interessou-se no meu relógio e disse-me que ela não podia usar relógios pois "interferem" com a pulseira do equilíbrio.
Quando lhe expliquei que não acredito, que é banha da cobra e que na realidade a companhia perdeu milhões a devolver o dinheiro a clientes que se sentiram enganados, entrei numa certa tourada para a qual não estava preparado...
Coño, es que es genial! Ay que sí!!! Que es mejor que la mano de Diós!!!!!!
Desde que tengo la brazalete follo 2 veces al día y mi asma no me molesta ni nada!
Recomendei-lhe fazer like na página da dieta paleo no facebook porque também é "genial", levantei-me e saí.
Para não correr sequer o risco de a encontrar no restaurante, pedi serviço de quartos naquele domingo.
Acabo de descobrir que traço o meu limite em cougars espanholas a cheirar a perfume barato que pagam 70€ por uma pulseira de borracha com um desenho brilhante no meio e acham que são sex bombs e sacam qualquer gajo.
FUJAM A 7 PÉS DE UMA PESSOA QUE AINDA USE UMA PULSEIRA "POWER BALANCE"!!!
Cruzei-me com uma senhora já de seus 40 anos no jacuzzi de um hotel (aka cougar espanhola).
Domingo de manhã, eu acabado de aterrar sábado bem tarde e a precisar de relaxar, desci ao SPA para uma sessão de jacuzzi e banho turco, um belo brunch e tarde de preguiça numa cama de hotel que, não sendo minha, é tão familiar como se fosse.
Esperanza era a única pessoa além de mim no jacuzzi, interessou-se no meu relógio e disse-me que ela não podia usar relógios pois "interferem" com a pulseira do equilíbrio.
Quando lhe expliquei que não acredito, que é banha da cobra e que na realidade a companhia perdeu milhões a devolver o dinheiro a clientes que se sentiram enganados, entrei numa certa tourada para a qual não estava preparado...
Coño, es que es genial! Ay que sí!!! Que es mejor que la mano de Diós!!!!!!
Desde que tengo la brazalete follo 2 veces al día y mi asma no me molesta ni nada!
Recomendei-lhe fazer like na página da dieta paleo no facebook porque também é "genial", levantei-me e saí.
Para não correr sequer o risco de a encontrar no restaurante, pedi serviço de quartos naquele domingo.
Acabo de descobrir que traço o meu limite em cougars espanholas a cheirar a perfume barato que pagam 70€ por uma pulseira de borracha com um desenho brilhante no meio e acham que são sex bombs e sacam qualquer gajo.
domingo, 27 de agosto de 2017
Cremilde e o "plug" anal
Em tempos saí com uma moçoila dos seus 30 anos, bem apessoada, filha de um industrial alentejano.
Sendo a Cremilde uma rapariga de boas educações, a terminar um Mestrado em Lisboa para depois regressar à terra do pai onde tomaria conta dos negócios da família, confessou-me depois de alguns copos que tinha pouca experiência em encontros de uma noite, mas não se ia embora de Lisboa sem experimentar.
Regressámos à minha casa e, porque a Cremilde era inexperiente e totalmente submissa, decidi usar alguns brinquedos.
A meio das poucas vergonhas, já bastante adiantados na coisa e com a Cremilde em cima de mim, saco de um pequeno e inofensivo plug anal vibratório:
Cremilde: uuuuuui! primêro estranha-se, depois entranha-se...
Eu:
Continuando sempre com mais vigor, Cremilde excita-se de tal forma que aperta o ânus e a pequena pega do brinquedo escapa-se-me da mão, sendo o plug literalmente aspirado para as entranhas da Cremilde.
Solto uma sonora gargalhada, Cremilde não percebe porquê. Quando lhe disse, entra em pânico.
Tenho que apanhar o comboio amanhã meu magano! Nem penses que vou para o hospital!!!
Atão e agora comé que tiramos esta coisa?
Calma, vais à casa de banho e fazes força. Naturalmente sairá. Não te enerves...
Foi o mesmo que dizer a uma ovelha para não berrar ao ser sodomizada à bruta pelo pastor. Cremilde tranca-se na casa de banho por dentro e começa a berrar lá dentro.
Eu gritava do lado de fora da porta: calma, calma. Relaxa que isso sai...
Cremilde urrava cada vez mais: ai mê cabrão!!!! o que tu me fizeste mê cabrão!!!
Qual calma, qual carapuça. Ela estava trancada por dentro e só a ouvia aos murros aos móveis e a urrar com força.
O que me passou pela cabeça: ir ao Google e pesquisar o que fazer quando um plug anal fica preso no interior
Cremilde urrava com os nervos. Eu queria abrir a porta para a ajudar... nisto tocam à campainha: o meu vizinho (que por acaso é polícia) ouvira os gritos e veio saber o que se passava.
"Boa noite Sr. Solteiro, está tudo bem? Estou farto de ouvir gritos..."
Eu, com a maior calma do mundo: Sim vizinho, está. Desculpe o incómodo, a minha prima veio visitar-me e estava com prisão de ventre. Dei-lhe um laxante e ela agora está na casa de banho a mandar vir comigo. Vou-lhe pedir para não fazer tanta fita.
Vizinho esboça um sorriso forçado. Foi-se embora no que penso algures entre o enraivecido, embaraçado e desconfiado.
Passados alguns (loooooooongos) minutos, Cremilde, já calma na casa de banho, deixara-me entrar.
Eu sentado na banheira, ela na sanita. Ouve-se um sonoro "ploc" seguido de um som vibratório contra a porcelana da sanita.
Cremilde levanta-se, veste-se e sai.
Nem uma palavra, um "adeus", nem sequer um "quanto custou aquilo que eu pago-te outro?"
Na minha cabeça ecoava esta canção:
Enviei-lha por whatsapp. Nunca mais ouvi falar na Cremilde.
Duvido que volte a Lisboa...
Sendo a Cremilde uma rapariga de boas educações, a terminar um Mestrado em Lisboa para depois regressar à terra do pai onde tomaria conta dos negócios da família, confessou-me depois de alguns copos que tinha pouca experiência em encontros de uma noite, mas não se ia embora de Lisboa sem experimentar.
Regressámos à minha casa e, porque a Cremilde era inexperiente e totalmente submissa, decidi usar alguns brinquedos.
A meio das poucas vergonhas, já bastante adiantados na coisa e com a Cremilde em cima de mim, saco de um pequeno e inofensivo plug anal vibratório:
Cremilde: uuuuuui! primêro estranha-se, depois entranha-se...
Eu:
Continuando sempre com mais vigor, Cremilde excita-se de tal forma que aperta o ânus e a pequena pega do brinquedo escapa-se-me da mão, sendo o plug literalmente aspirado para as entranhas da Cremilde.
Solto uma sonora gargalhada, Cremilde não percebe porquê. Quando lhe disse, entra em pânico.
Tenho que apanhar o comboio amanhã meu magano! Nem penses que vou para o hospital!!!
Atão e agora comé que tiramos esta coisa?
Calma, vais à casa de banho e fazes força. Naturalmente sairá. Não te enerves...
Foi o mesmo que dizer a uma ovelha para não berrar ao ser sodomizada à bruta pelo pastor. Cremilde tranca-se na casa de banho por dentro e começa a berrar lá dentro.
Eu gritava do lado de fora da porta: calma, calma. Relaxa que isso sai...
Cremilde urrava cada vez mais: ai mê cabrão!!!! o que tu me fizeste mê cabrão!!!
Qual calma, qual carapuça. Ela estava trancada por dentro e só a ouvia aos murros aos móveis e a urrar com força.
O que me passou pela cabeça: ir ao Google e pesquisar o que fazer quando um plug anal fica preso no interior
Cremilde urrava com os nervos. Eu queria abrir a porta para a ajudar... nisto tocam à campainha: o meu vizinho (que por acaso é polícia) ouvira os gritos e veio saber o que se passava.
"Boa noite Sr. Solteiro, está tudo bem? Estou farto de ouvir gritos..."
Eu, com a maior calma do mundo: Sim vizinho, está. Desculpe o incómodo, a minha prima veio visitar-me e estava com prisão de ventre. Dei-lhe um laxante e ela agora está na casa de banho a mandar vir comigo. Vou-lhe pedir para não fazer tanta fita.
Vizinho esboça um sorriso forçado. Foi-se embora no que penso algures entre o enraivecido, embaraçado e desconfiado.
Passados alguns (loooooooongos) minutos, Cremilde, já calma na casa de banho, deixara-me entrar.
Eu sentado na banheira, ela na sanita. Ouve-se um sonoro "ploc" seguido de um som vibratório contra a porcelana da sanita.
Cremilde levanta-se, veste-se e sai.
Nem uma palavra, um "adeus", nem sequer um "quanto custou aquilo que eu pago-te outro?"
Na minha cabeça ecoava esta canção:
Enviei-lha por whatsapp. Nunca mais ouvi falar na Cremilde.
Duvido que volte a Lisboa...
Subscrever:
Mensagens (Atom)







