Nada de jeito se pode esperar de um post que começa com: "Conheci uma rapariga da Moita", certo? Ceeeeerto!
Sandra era moçoila casadoira, pelos seus 32 anos e vontade de arranjar marido a qualquer custo.
Queria a Sandra marido casadoiro também e tinha que ter um grande... dote.
Pediu-me amizade no facebook, recusei porque não a conheço. Quis seguir-me no instagram, recusei porque não a conheço. Mandou-me email para o email do trabalho (ainda hoje não sei como o conseguiu), não respondi.
Cruzei-me com ela num bar, pagou-me um whiskey. Por carência ou necessidade, dei-lhe conversa. Ao fim de mais uns copos "convidou-se" para a minha casa.
A meio da noite tórrida de fazer o amor, lá pelas 4 da manhã, solta um sonoro "sou uma mula! aaaaai que grande mula que sou! uuuuuuuii"
Não me aguentei, ri-me como se não houvesse amanhã!
Tive de lhe dizer: "pensava que a Moita era terra taurina, não mulina".
Escusado será dizer que saiu correndo, até hoje não sei nada dela... se realmente for uma mula não terá ido longe, elas andam devagar.
Uma vida que mudou radicalmente, agitada, ocupada, muitas vezes louca. Estes são os relatos de um tipo que apesar de bem sucedido, lindo e charmoso, é solteiro! E a quem tudo lhe acontece...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Lucinda e os asteróides
Tive uma empregada doméstica que se chamava Lucinda.
Durou 2 dias mas deixou-me uma pérola preciosa:
Estava eu a refastelar-me com asinhas de frango e uma coca-cola (diet) de 1 litro enquanto via algo no Netflix (a minha própria versão de Netflix & Chill...)
Entra Lucinda, olha para as asinhas e solta um "tss, tss..."
Solteiro - Que foi, Lucinda? Quer uma asinha?
Lucinda - Não é nada menino Solteiro. NEM PENSARRRRR!!! CAREDO!
Solteiro - (!?!?!)
Lucinda - então o menino não viu aquela reportagem? Diz que os frangos estão cheios de asteróides? E é pelas asas que lhos injectam!
Durou 2 dias mas deixou-me uma pérola preciosa:
Estava eu a refastelar-me com asinhas de frango e uma coca-cola (diet) de 1 litro enquanto via algo no Netflix (a minha própria versão de Netflix & Chill...)
Entra Lucinda, olha para as asinhas e solta um "tss, tss..."
Solteiro - Que foi, Lucinda? Quer uma asinha?
Lucinda - Não é nada menino Solteiro. NEM PENSARRRRR!!! CAREDO!
Solteiro - (!?!?!)
Lucinda - então o menino não viu aquela reportagem? Diz que os frangos estão cheios de asteróides? E é pelas asas que lhos injectam!
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Mão alheia...
A propósito do episódio relatado pela querida SCI, recordo um semelhante que aconteceu há anos, era Solteiro um proeminente e já na altura promissor empregado numa multinacional Alemã.
Cenário: edifício de escritórios na EXPO.
Solteiro acaba de almoçar. Deleitado, dirige-se ao WC comum ao departamento para "por a leitura em dia".
Entro no WC. Colegas do departamento financeiro a escovar os dentes.
Tradicional saudação "para o ar":
- Boa tarde...
- Boa tarde Solteiro!
Entro no meu cubículo. Jornal "A bola" debaixo do braço.
Sabem aqueles cubículos que dão imensa privacidade? Era precisamente isso que eu não tinha ali.
Chego ao WC, sento-me.
Oiço uma voz no cubículo do lado:
- Solteiro? És tu?
O meu chefe tinha-me visto através da frecha inferior, pelo espelhado do chão (raisparta a empregada da limpeza!) e estava aflito...
Eu, quase em surdina:
- Eeer... sim?!?
Chefe aos gritos do outro cubículo:
- ÉS TU OU NÃO? TENS PASTILHAS?
ORIENTA-ME LÁ UMA QUE TOU COM OS OUVIDOS TAPADOS DE FAZER FORÇA! NÃO OIÇO NADA...
Neste momento sonhei ser uma personagem do Harry Potter para me poder descarregar dali para fora.
Uma mão assustadoramente peluda emerge junto ao chão:
-VÁ PÁ! ORIENTA LÁ UMA PASTILHA.
Ainda a tremer do susto e da vergonha, remexi no bolso e lá encontrei uma Trident. Como não lhe queria tocar nas mãos (imagem mental de Solteiro e seu chefe de mãos dadas no WC), atirei a pastilha.
Má ideia... Ele não a apanhou e andou a esgravatar por ali à procura dela.
Eu, num acto de misericórdia, tive de a chutar com o pé para junto dele.
Pessoal que estava do lado de fora a rir sem qualquer pudor.
Solteiro sai com uma lágrima no canto do olho.
Cheguei ao meu gabinete, um sortido com pelo menos umas 20 pastilhas elásticas esperavam na minha secretária, junto com um rolo de papel higiénico.
Cenário: edifício de escritórios na EXPO.
Solteiro acaba de almoçar. Deleitado, dirige-se ao WC comum ao departamento para "por a leitura em dia".
Entro no WC. Colegas do departamento financeiro a escovar os dentes.
Tradicional saudação "para o ar":
- Boa tarde...
- Boa tarde Solteiro!
Entro no meu cubículo. Jornal "A bola" debaixo do braço.
Sabem aqueles cubículos que dão imensa privacidade? Era precisamente isso que eu não tinha ali.
Chego ao WC, sento-me.
Oiço uma voz no cubículo do lado:
- Solteiro? És tu?
O meu chefe tinha-me visto através da frecha inferior, pelo espelhado do chão (raisparta a empregada da limpeza!) e estava aflito...
Eu, quase em surdina:
- Eeer... sim?!?
Chefe aos gritos do outro cubículo:
- ÉS TU OU NÃO? TENS PASTILHAS?
ORIENTA-ME LÁ UMA QUE TOU COM OS OUVIDOS TAPADOS DE FAZER FORÇA! NÃO OIÇO NADA...
Neste momento sonhei ser uma personagem do Harry Potter para me poder descarregar dali para fora.
Uma mão assustadoramente peluda emerge junto ao chão:
-VÁ PÁ! ORIENTA LÁ UMA PASTILHA.
Ainda a tremer do susto e da vergonha, remexi no bolso e lá encontrei uma Trident. Como não lhe queria tocar nas mãos (imagem mental de Solteiro e seu chefe de mãos dadas no WC), atirei a pastilha.
Má ideia... Ele não a apanhou e andou a esgravatar por ali à procura dela.
Eu, num acto de misericórdia, tive de a chutar com o pé para junto dele.
Pessoal que estava do lado de fora a rir sem qualquer pudor.
Solteiro sai com uma lágrima no canto do olho.
Cheguei ao meu gabinete, um sortido com pelo menos umas 20 pastilhas elásticas esperavam na minha secretária, junto com um rolo de papel higiénico.
Feliz segunda-feira!
Na mesma sala:
Dir. de Marketing
Dir. Financeiro
Dir. Produção
Dir. Recursos Humanos
Dir. IT
Dir. Geral (chefe de Solteiro)
Assistente executiva
Resp. Logística
Dir. Fabril (cliente)
Dir. Produto (cliente)
Dir. Marketing de Produto (Cliente)
Solteiro chega às 09:45. Lindo, cheiroso e maravilhoso, pronto para conquistar o mundo.
Na sua cabeça vão clichés como: mais um dia, vamos a isso, é segunda-feira. Até os como!!!
Entro na sala. Todas as cabeças se voltam quando tropeço na pega da minha própria mala.
Mortal encarpado e meia pirueta, gritinho de menina e agarro-me desesperadamente à planta que, pobre, não esperava tamanha agressividade numa pacífica manhã de Segunda-Feira.
Cenário 10 segundos depois de eu entrar na sala: um badocha caído no chão, terra de vaso na cara, punhos fechados segurando um par de folhas verdes que arranquei da planta.
Cereja no topo do bolo: estava 45 minutos atrasado. A reunião tinha começado às 09:00 e eu não sabia.
Cereja no topo da cereja: como fiquei com os pés para cima, toda a gente (inclusive eu) se apercebeu que tenho calçadas uma meia preta e outra bordeaux.
Dir. de Marketing
Dir. Financeiro
Dir. Produção
Dir. Recursos Humanos
Dir. IT
Dir. Geral (chefe de Solteiro)
Assistente executiva
Resp. Logística
Dir. Fabril (cliente)
Dir. Produto (cliente)
Dir. Marketing de Produto (Cliente)
Solteiro chega às 09:45. Lindo, cheiroso e maravilhoso, pronto para conquistar o mundo.
Na sua cabeça vão clichés como: mais um dia, vamos a isso, é segunda-feira. Até os como!!!
Entro na sala. Todas as cabeças se voltam quando tropeço na pega da minha própria mala.
Mortal encarpado e meia pirueta, gritinho de menina e agarro-me desesperadamente à planta que, pobre, não esperava tamanha agressividade numa pacífica manhã de Segunda-Feira.
Cenário 10 segundos depois de eu entrar na sala: um badocha caído no chão, terra de vaso na cara, punhos fechados segurando um par de folhas verdes que arranquei da planta.
Cereja no topo do bolo: estava 45 minutos atrasado. A reunião tinha começado às 09:00 e eu não sabia.
Cereja no topo da cereja: como fiquei com os pés para cima, toda a gente (inclusive eu) se apercebeu que tenho calçadas uma meia preta e outra bordeaux.
domingo, 16 de outubro de 2016
Dois acordes e viajo
Manhã de um sábado qualquer. Ténis de corrida (cá running, qual carapuça...).
iPod, phones nos ouvidos. Shuffle nas músicas. Deixo que a tecnologia me surpreenda.
Primeira música a tocar aos meus ouvidos:
Os meus pés pisavam chão em Espanha, a minha cabeça viajou para a Bélgica, os meus olhos viajaram com o pensamento.
Um sorriso desenhou-se na minha cabeça, outro na minha boca.
Último dia que lá vivi: Lotte foi uma rapariga que conheci uns meses antes de me mudar. Amante de música soul, tal como eu.
E ainda mais raro: uma Belga amante de fado, principalmente Amália e Mariza. Amante do que é bom, tivemos um affair, acabámos amantes um do outro.
Ambos solteiros, eu não queria compromissos e ela só queria alguém que a entendesse.
Deixei o meu apartamento com duas malas de roupa para viajar aos Estados Unidos. Quando regressasse dos Estados Unidos já todos os meus pertences estariam retirados do meu apartamento na Bélgica e mudados ao meu novo apartamento noutro país. Uma empresa especializada encarregar-se-ia disso.
Lotte esperava-me à porta do meu apartamento. Não me deixava partir sem que fossemos a sua casa, acendêssemos as velas de sândalo e, com boa música, nos conectássemos uma última vez. Conhecemo-nos pela música e pela música nos conectámos.
O meu motorista só me esperava às 20:00 para me levar ao aeroporto. Aproveitei as 3 horas que tinha com a Lotte que, de tão intensas, pareceram não mais de 3 minutos
.
Última música que tocou antes de eu partir para sempre daquele famigerado país: a mesma que me surpreendeu pela manhã e me fez querer correr ainda mais rápido.
Aquela que ao fim de dois acordes me levou à Bélgica e me colocou diante de uma pessoa tão especial, com um sorriso inocente e sincero, uns cabelos loiros arranjados de forma despreocupada... um cheiro tão característico!
Ainda hoje falo com a Lotte, ocasionalmente. Já estive algumas vezes na Bélgica mas nunca lhe disse que lá estava.
Por vezes é melhor deixar as coisas no melhor plano em que poderiam ter ficado.
iPod, phones nos ouvidos. Shuffle nas músicas. Deixo que a tecnologia me surpreenda.
Primeira música a tocar aos meus ouvidos:
Os meus pés pisavam chão em Espanha, a minha cabeça viajou para a Bélgica, os meus olhos viajaram com o pensamento.
Um sorriso desenhou-se na minha cabeça, outro na minha boca.
Último dia que lá vivi: Lotte foi uma rapariga que conheci uns meses antes de me mudar. Amante de música soul, tal como eu.
E ainda mais raro: uma Belga amante de fado, principalmente Amália e Mariza. Amante do que é bom, tivemos um affair, acabámos amantes um do outro.
Ambos solteiros, eu não queria compromissos e ela só queria alguém que a entendesse.
Deixei o meu apartamento com duas malas de roupa para viajar aos Estados Unidos. Quando regressasse dos Estados Unidos já todos os meus pertences estariam retirados do meu apartamento na Bélgica e mudados ao meu novo apartamento noutro país. Uma empresa especializada encarregar-se-ia disso.
Lotte esperava-me à porta do meu apartamento. Não me deixava partir sem que fossemos a sua casa, acendêssemos as velas de sândalo e, com boa música, nos conectássemos uma última vez. Conhecemo-nos pela música e pela música nos conectámos.
O meu motorista só me esperava às 20:00 para me levar ao aeroporto. Aproveitei as 3 horas que tinha com a Lotte que, de tão intensas, pareceram não mais de 3 minutos
.
Última música que tocou antes de eu partir para sempre daquele famigerado país: a mesma que me surpreendeu pela manhã e me fez querer correr ainda mais rápido.
Aquela que ao fim de dois acordes me levou à Bélgica e me colocou diante de uma pessoa tão especial, com um sorriso inocente e sincero, uns cabelos loiros arranjados de forma despreocupada... um cheiro tão característico!
Ainda hoje falo com a Lotte, ocasionalmente. Já estive algumas vezes na Bélgica mas nunca lhe disse que lá estava.
Por vezes é melhor deixar as coisas no melhor plano em que poderiam ter ficado.
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