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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Conheci uma rapariga da Moita

Nada de jeito se pode esperar de um post que começa com: "Conheci uma rapariga da Moita", certo? Ceeeeerto!


Sandra era moçoila casadoira, pelos seus 32 anos e vontade de arranjar marido a qualquer custo.
Queria a Sandra marido casadoiro também e tinha que ter um grande... dote.

Pediu-me amizade no facebook, recusei porque não a conheço. Quis seguir-me no instagram, recusei porque não a conheço. Mandou-me email para o email do trabalho (ainda hoje não sei como o conseguiu), não respondi.

Cruzei-me com ela num bar, pagou-me um whiskey. Por carência ou necessidade, dei-lhe conversa. Ao fim de mais uns copos "convidou-se" para a minha casa.

A meio da noite tórrida de fazer o amor, lá pelas 4 da manhã, solta um sonoro "sou uma mula! aaaaai que grande mula que sou! uuuuuuuii"

Não me aguentei, ri-me como se não houvesse amanhã!

Tive de lhe dizer: "pensava que a Moita era terra taurina, não mulina".

Escusado será dizer que saiu correndo, até hoje não sei nada dela... se realmente for uma mula não terá ido longe, elas andam devagar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mão alheia...

A propósito do episódio relatado pela querida SCI, recordo um semelhante que aconteceu há anos, era Solteiro um proeminente e já na altura promissor empregado numa multinacional Alemã.

Cenário: edifício de escritórios na EXPO.



Solteiro acaba de almoçar. Deleitado, dirige-se ao WC comum ao departamento para "por a leitura em dia".

Entro no WC. Colegas do departamento financeiro a escovar os dentes.
Tradicional saudação "para o ar":

- Boa tarde...
- Boa tarde Solteiro!

Entro no meu cubículo. Jornal "A bola" debaixo do braço.
Sabem aqueles cubículos que dão imensa privacidade? Era precisamente isso que eu não tinha ali.
Chego ao WC, sento-me.

Oiço uma voz no cubículo do lado:
- Solteiro? És tu?

O meu chefe tinha-me visto através da frecha inferior, pelo espelhado do chão (raisparta a empregada da limpeza!) e estava aflito...

Eu, quase em surdina:
- Eeer... sim?!?

Chefe aos gritos do outro cubículo:
- ÉS TU OU NÃO? TENS PASTILHAS?
ORIENTA-ME LÁ UMA QUE TOU COM OS OUVIDOS TAPADOS DE FAZER FORÇA! NÃO OIÇO NADA...

Neste momento sonhei ser uma personagem do Harry Potter para me poder descarregar dali para fora.



Uma mão assustadoramente peluda emerge junto ao chão:
-VÁ PÁ! ORIENTA LÁ UMA PASTILHA.

Ainda a tremer do susto e da vergonha, remexi no bolso e lá encontrei uma Trident. Como não lhe queria tocar nas mãos (imagem mental de Solteiro e seu chefe de mãos dadas no WC), atirei a pastilha.

Má ideia... Ele não a apanhou e andou a esgravatar por ali à procura dela.
Eu, num acto de misericórdia, tive de a chutar com o pé para junto dele.

Pessoal que estava do lado de fora a rir sem qualquer pudor.
Solteiro sai com uma lágrima no canto do olho.

Cheguei ao meu gabinete, um sortido com pelo menos umas 20 pastilhas elásticas esperavam na minha secretária, junto com um rolo de papel higiénico.






quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A cigana que me leu a sina


Certo dia, ia eu com um amigo passeando pelos jardins de Belém, quando uma cigana me oferece um ramo de arruda e me pede 2€ para ler a sina.



Aceitei. A cigana começa a "ler" a palma da minha mão e desata aos gritos:

AAAAAAI! AAAAAI QUE O TEU FUTURO TÁ AMALDÇOADE!
TU TÉNS QUE TE BENZERI! 
EU NÃO TE POSSO CONTAR O TÉ FUTURO SENÃO MORRES JÁ!!!

Eu e o meu amigo desatámos a rir.
Disse à cigana: já sei o meu futuro. Vou casar com uma cigana e ter um filho preto...

Cigana entra em modo histeria novamente:




AAAAAAI MALDIIITO! QUERES COMER UMA CIGAAAANA!?!?! 
TÁS AMALDÇOADE!!! VAIS SER ATORPELADO POR UM AUTICARRE!!! MALDIIIIITO!

Saímos mortos de riso. Ao atravessar a estrada, o meu amigo puxa-me para trás de repente.
Um autocarro da carris passa a menos de 50 cm de mim...



Moral da história: 
Nunca gozes com uma cigana histérica

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Senhora no café hoje ao pequeno-almoço


- Ai Solteiro há tanto tempo que não te via! Tás bom!!!
(FYI - no Alentejo estar "bom" é sinónimo de estar gordo)
- Viva dona Carminho, como está?
- Olha filho vou andando aqui com as minhas dores (mostra-me o joanete e uma erzipela no cotovelo).
Eu com espasmos e a tentar segurar o vómito:
- Pois dona Carminho, é a vida... se calhar vou andando que...
- Filho, espera. Queria dizer-te que a minha Filipa também está solteira. É uma grande psicólica sabias? Vou-te dar o númaro dela.




Saí a correr. Imagens de joanetes, erzipela e uma filha psicólica impressas na retina.

Dúvida existencial: que caralh@ é uma psicólica???
1) Psicótica
2) Alcoólica
3) Psicóloga
4) Todas as acima descritas

Alguém me ajuda?

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sonja, a Croata lunática

O mundo dos encontros é um mundo que mudou radicalmente. Há uns anos convidávamos a rapariga a sair, nunca sabíamos qual seria a resposta dela, podia correr bem ou correr mal, era uma Roleta Russa mas com várias balas na câmara.
Hoje é diferente: com as aplicações de encontros, facebook, whatsapp... Ambos sabemos exactamente ao que vamos! Bem, nem sempre...

Falemos de Sonja, uma de muitas lunáticas que proliferam por este mundo de solteiros fora:
Conhecemo-nos numa aplicação de encontros. Mensagem para aqui, mensagem para ali, bla bla bla, yada yada yada - decidimos encontrar-nos no dia seguinte às 22:00.

Sonja é uma expatriada da Croácia, viajou pelo mundo, fala um Português bastante aceitável e que vive fora de Madrid, numa vila junto às montanhas. Parece bastante normal, pessoa vivida e que teria conversas interessantes de certeza.

Dia seguinte pouco antes das 22h envio um SMS:






































Apareço eu, já com a telha e com vontade de desistir.
Uma pessoa que não conheço de lado nenhum esperava-me irada na rua.

Desculpei-me, salamaleques todos, etc... e ofereci-me para lhe pagar um chocolate quente (era Janeiro e na serra de Madrid neva e faz um frio do caralh@).

"Se calhar caminhamos um bocadinho primeiro" disse ela de forma inocente.

Caminhámos serra adentro em silêncio durante 1 hora, com temperaturas negativas. A Sonja de vez em quando ria sozinha. Eu com o casaquinho mais fino que tinha em casa. Sonja bem abrigada.

Admito que a dada altura até tive medo, não sei se por ver demasiado Criminal Minds ou se pelo facto de ela medir pelo menos mais 15 cm que eu.

Quando lhe perguntei quando queria procurar um bar para nos sentarmos e tomar algo quente para aquecer, respondeu-me que queria continuar a caminhar.

Virei costas e regressei ao meu carro. Gelado por fora, em passo acelerado (quem tem cú tem medo), com vontade de chorar (idem) e a maldizer a minha vida por confiar em aplicações estúpidas.

Moral da história:

Não caminhes por uma hora ao frio porque apanhas uma pneumonia.
Quase ia ficando eunuco com a gangrena.
Nunca mais ouvi falar da Sonja.
Já dizia a minha avó: Não sei se está grizo ou orvalho, mas tá um frio do caralh@.