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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Dos legados...

Há tempos vi um filme sobre alguém que perdeu o avô. Não me recordo do filme mas sim da mensagem que me tocou tanto...

Após a morte do senhor, o neto procurou viver a vida de acordo com os valores que o avô lhe tinha passado. Uma forma de honrar a sua memória e ao mesmo tempo de o manter vivo dentro de si, como se ao fazer o que o avô tanto prezava, ele nunca morresse. 

E foi aqui que cheguei: quando nos morre alguém querido, repetimos os valores desta pessoa - normalmente por um período de tempo antes de voltarmos aos "velhos hábitos". Usa-se amiúde a expressão "fulana gostava disto, fulano não ia querer isso..."
Se a pessoa for realmente relevante estes valores não se perdem e passam de geração em geração... 

E de repente, mais um pensamento: qual seria o meu legado se, a despeito da triste sorte, morresse já hoje? 
Que valores terei transmitido aos meus, se é que transmiti alguns? 
Como honrariam eles a minha vida? 
Que memórias guardaria cada um deles?  
Seria a minha "marca" relevante ao ponto de os transformar? Perduraria ou desvanecia ao fim de uns meses?
Qual será o melhor legado que, quando Deus queira, lhes posso deixar?



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conselhos do Solteiro (III)



Para aqueles dias mais emocionais, também o Solteiro tem o seu próprio kit, que partilha agora com o resto do povo.

Apresento-vos o 

KIT CARPIDEIRA!




Ideal para quando:


  • descobrimos que ganhámos 3 kg depois das festas das vindimas em Palmela.
  • sentimos vontade de um abraço e um 'vai ficar tudo bem'.
  • nos morreu o cão, gato, periquito, peixinho dourado...
  • atravessamos a rua e damos de cara com a(o) nossa(o) ex nos braços de um(a) top model.
  • estamos deprimidos mas não nos apetece recuperar. Apetece afundar ainda mais antes da gloriosa reerguida.
  • toda e qualquer situação de carência afectiva, económica, de ferro no sangue... 
  • não há Haagen Dazs em casa 



Vais precisar de:
- uma vela aromática (Jo Malone nunca desilude)












- uma garrafa de Chryseia 2013 tinto (importante respeitar o ano da colheita)












- CD da Ana Moura com a faixa que passo abaixo (esta é especialmente para mim. Escolhei a que se encaixe melhor no vosso motivo de carpição)



Instruções de uso:


  1. Abrir a garrafa. Despejar uma boa quantidade num copo largo. Este vinho não precisa de respirar muito.
  2. Acender a vela.
  3. Apagar as luzes da divisão. 
  4. Play no CD. Música em repeat. 
  5. Adoptar uma posição confortável.
  6. Degustar o vinho. Lentamente. Deixar que o calor do sol que outrora deu vida às uvas e está presente no vinho, entre no nosso peito. 
  7. Fechar os olhos. Viajar dentro dos nossos pensamentos. 
  8. Continuar a degustar o vinho.


Opcional: 

Chorar. A primeira lágrima custa.
Forçamos para que não saia, mas ao viajar dentro de nós, algo tem que sair. Sai sobre a forma de água e sal, os elementos que purificam e limpam a alma.
Depois, por vontade ou teimosia, sai a segunda lágrima. Já não custa tanto esta.
A terceira, nem damos por ela e quando nos apercebemos desfiamos um rosário de amargura e solidão através dos olhos.
A luz da vela ajuda. Mostra-nos a vida. Ilumina mesmo na escuridão mais profunda do peito. ´

Proibido:

Fazer telefonemas.
Consultar redes sociais.




Este é um momento só nosso. Precisamos dele, por muito que custe.
Vocês aproveitem que eu não duro para sempre!




quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Ouvido num bar ontem à noite

Duas amigas conversavam na mesa ao lado. Uma diz para a outra:
"Ela perdeu dois anos da vida dela a ser feliz..."

Saí do bar assim